Modelo de pesquisa de satisfação: 5 prontos para copiar

Um modelo de pesquisa de satisfação útil não é uma lista de perguntas: é o fluxo inteiro pronto — o convite, a pergunta com escala, o que dizer para quem deu nota baixa, o que dizer para quem deu nota alta e o agradecimento final. É isso que está abaixo.

São cinco modelos completos, um para cada momento em que a pesquisa faz sentido: pós-compra, pós-atendimento, pós-onboarding, relacional periódico e clima interno. Cada um está pronto para copiar, trocar o que está entre colchetes e enviar.

Depois dos modelos vem a parte que costuma faltar: o que muda no texto de um canal para o outro, e como adaptar sem estragar o que faz o modelo funcionar.

Como usar

Escolha um modelo — o do momento que você consegue disparar já — e ignore os outros quatro por enquanto. Tentar cobrir a jornada inteira no primeiro mês é o jeito mais rápido de não rodar nenhuma. Se ainda estiver decidindo qual momento faz sentido, o guia de como fazer a pesquisa tem o passo a passo antes do texto.

Modelo 1 — Pós-compra (varejo e e-commerce)

Quando disparar: de 1 a 3 dias depois da entrega. Não depois do pagamento — quem pagou ainda não viveu nada para avaliar.

Modelo para copiar

Assunto do e-mail:

Seu pedido chegou como você esperava, [NOME]?

Convite:

Oi, [NOME]. Seu pedido [NÚMERO DO PEDIDO] foi entregue no dia [DATA]. Queremos saber como foi — leva menos de um minuto e ajuda a gente a melhorar de verdade.

Pergunta principal:

De 0 a 10, o quanto você recomendaria a [SUA EMPRESA] para um amigo ou colega?

Se a nota for 0 a 6 (detrator):

O que deu errado nessa compra? Pode ser direto — é assim que a gente conserta.

Se a nota for 7 ou 8 (neutro):

O que faltou para essa compra virar um 10?

Se a nota for 9 ou 10 (promotor):

Que bom! O que mais funcionou bem para você?

Agradecimento:

Obrigado, [NOME]. Sua resposta foi registrada e vai ser lida por gente, não por robô.

O detalhe que faz diferença aqui é citar o pedido e a data no convite. Pesquisa genérica (“como foi sua experiência conosco?”) tem taxa de resposta bem menor que pesquisa que prova que você sabe do que está falando.

Modelo 2 — Pós-atendimento (suporte e serviços)

Quando disparar: nas primeiras horas depois do chamado fechado. Este é o modelo mais fácil de começar, porque o evento é inequívoco e a lembrança está fresca.

Modelo para copiar

Assunto do e-mail:

Resolvemos o seu chamado? Conta pra gente, [NOME]

Convite:

Oi, [NOME]. Você falou com a gente hoje sobre [ASSUNTO DO CHAMADO]. Uma pergunta rápida: o atendimento resolveu?

Pergunta principal:

De 0 a 10, o quanto você ficou satisfeito com o atendimento que recebeu?

Se a nota for 0 a 6:

O que ficou sem resolver? Vamos retomar o caso.

Se a nota for 7 ou 8:

O que teria deixado esse atendimento melhor?

Se a nota for 9 ou 10:

O que a pessoa que te atendeu fez de melhor? Vamos repassar para ela.

Agradecimento:

Valeu, [NOME]. Se ficou algo pendente, é só responder este e-mail que retomamos.

Note o follow-up do promotor: pedir o que a pessoa fez de melhor e dizer que será repassado gera resposta mais longa e específica do que “o que você mais gostou?”. E rende material real para reconhecer o time.

Esses follow-ups por faixa de nota já vêm prontos

No WiseData NPS você escreve uma pergunta de acompanhamento diferente para promotores, neutros e detratores, e cada pessoa vê só a que corresponde à nota dela.

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Modelo 3 — Pós-onboarding (SaaS e serviços recorrentes)

Quando disparar: de 7 a 14 dias depois do início. Antes disso a pessoa ainda não usou o suficiente para ter opinião; muito depois, a impressão do começo já se misturou com o resto.

Modelo para copiar

Assunto do e-mail:

Duas semanas de [PRODUTO]: está fazendo sentido?

Convite:

Oi, [NOME]. Você começou a usar o [PRODUTO] há [X] dias. Queremos saber como está sendo o começo — principalmente se algo travou.

Pergunta principal:

De 0 a 10, o quanto foi fácil começar a usar o [PRODUTO]?

Se a nota for 0 a 6:

Em que ponto você travou? Queremos resolver antes que vire hábito.

Se a nota for 7 ou 8:

O que teria feito o começo ser mais simples?

Se a nota for 9 ou 10:

O que te ajudou mais nesses primeiros dias?

Agradecimento:

Obrigado, [NOME]. Se você travou em algo, respondemos ainda hoje.

Repare que a pergunta principal aqui não é sobre recomendar, e sim sobre facilidade. No onboarding, esforço prevê cancelamento melhor do que entusiasmo — alguém pode achar o produto ótimo e mesmo assim desistir porque a configuração inicial foi penosa.

Modelo 4 — Relacional periódico (a régua trimestral)

Quando disparar: a cada trimestre ou semestre, para a base ativa. É a pesquisa que gera a linha do tempo — a que mostra se você está melhorando.

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Assunto do e-mail:

Uma pergunta, [NOME] — 30 segundos

Convite:

Oi, [NOME]. Uma vez por trimestre a gente para e pergunta como estamos indo. É uma pergunta só, e a sua resposta é lida por quem toma decisão aqui.

Pergunta principal:

De 0 a 10, o quanto você recomendaria a [SUA EMPRESA] para um amigo ou colega?

Se a nota for 0 a 6:

O que precisaria mudar para você mudar essa nota?

Se a nota for 7 ou 8:

O que falta para chegar no 10?

Se a nota for 9 ou 10:

O que te faria recomendar a gente para alguém hoje?

Agradecimento:

Obrigado, [NOME]. A gente volta a perguntar só daqui a três meses — prometido.

A promessa do agradecimento não é enfeite: dizer quando você não vai incomodar de novo reduz o descadastro e protege a taxa de resposta do trimestre seguinte. Só inclua se for cumprir.

Modelo 5 — Clima interno (eNPS)

Quando disparar: a cada trimestre ou semestre, para o time. E, neste caso, com uma condição inegociável: resposta anônima.

Modelo para copiar

Assunto do e-mail:

Pesquisa de clima — anônima, uma pergunta

Convite:

Oi. Esta pesquisa é anônima: nenhum nome ou e-mail aparece no resultado, nem para a liderança. É uma pergunta e um comentário opcional.

Pergunta principal:

De 0 a 10, o quanto você recomendaria a [EMPRESA] como lugar para trabalhar?

Se a nota for 0 a 6:

O que mais pesa negativamente no seu dia a dia aqui?

Se a nota for 7 ou 8:

O que mudaria a sua nota para cima?

Se a nota for 9 ou 10:

O que a gente precisa não perder de jeito nenhum?

Agradecimento:

Obrigado. O resultado consolidado será compartilhado com todo mundo em [PRAZO].

Cuidado

Prometer anonimato e depois pedir “só o setor e o tempo de casa” quebra o anonimato na prática em time pequeno — e uma vez quebrado, ninguém mais responde com sinceridade. Se o time tem menos de 15 pessoas, não segmente nada. No WiseData NPS, o anonimato é uma opção do próprio tipo eNPS: quando ativada, nome e e-mail não aparecem em resultado, gráfico nem exportação.

O que muda de um canal para o outro

O mesmo modelo não funciona igual no e-mail, no WhatsApp e no widget. As diferenças são poucas, mas custam caro quando ignoradas:

  E-mail WhatsApp Widget no site
Convite 2 a 3 linhas 1 linha, direto Nenhum — a pergunta aparece sozinha
Tratamento Formal ou neutro Conversa, sem formalidade Curtíssimo
Melhor momento Manhã de dia útil Horário comercial, nunca fim de semana Depois da ação, não na chegada
Erro que mata Assunto genérico Frequência alta Aparecer em toda página

No WhatsApp há um detalhe operacional que costuma pegar de surpresa: mensagem de disparo passa por template aprovado pela Meta, então não dá para escrever texto livre a cada envio. Na prática isso é bom — o template pré-aprovado é o que garante a entrega —, mas significa que a adaptação do texto acontece no e-mail e no widget, não lá.

Sobre o widget, três regras evitam que ele vire incômodo: mostrar para uma amostra dos visitantes em vez de todos, não reaparecer para quem já fechou, e limitar as páginas em que aparece. Os detalhes de configuração estão na página do canal de embed.

Como adaptar sem estragar

Três coisas você pode mudar à vontade: o convite (é onde o tom da sua marca aparece), o agradecimento e o momento do disparo.

Três coisas é melhor não mexer:

  • A escala. Trocar 0 a 10 por 1 a 5 no meio do caminho quebra a comparação com o histórico e obriga a recalcular tudo.
  • A pergunta principal. Reescrever a cada trimestre transforma a série histórica em ruído. Se precisar mudar, mude uma vez e marque a data.
  • O follow-up por faixa. A pergunta certa para quem deu 3 não é a mesma de quem deu 10 — usar uma única pergunta aberta para todo mundo é o que mais reduz a qualidade do comentário.

Se você precisa de mais variações de pergunta — por setor, por contexto —, o post com 30 perguntas prontas tem o repertório separado por situação. E se ainda estiver escolhendo entre NPS, CSAT e CES para a pergunta principal, o comparativo das três métricas resolve em cinco minutos.

Perguntas frequentes

O que deve ter um modelo de pesquisa de satisfação?

Quatro partes: um convite curto que diz por que a pessoa está recebendo aquilo, uma pergunta principal com escala, uma pergunta aberta que muda conforme a nota dada e um agradecimento. Só isso. Formulário com muitos campos é questionário, e a taxa de resposta cai a cada pergunta acrescentada.

Posso usar o mesmo modelo para todos os clientes?

O mesmo modelo sim, mas não o mesmo disparo. Enviar a pesquisa para a base inteira de uma vez mistura quem comprou ontem com quem não interage há um ano, e a média resultante não sustenta decisão. Separe por momento de jornada e dispare para cada grupo no momento que faz sentido para ele.

Qual a diferença entre o modelo pós-compra e o relacional?

O pós-compra mede um evento específico e é disparado 1 a 3 dias após a entrega — serve para diagnosticar o processo. O relacional mede a relação como um todo, é disparado a cada trimestre ou semestre e serve para acompanhar tendência. Um responde “essa compra foi boa?”, o outro responde “estamos melhorando?”.

Preciso de perguntas diferentes para quem dá nota alta e nota baixa?

Sim, e é a mudança que mais melhora a qualidade dos comentários. Perguntar “o que deu errado?” para quem deu 10 não faz sentido, e perguntar “o que você mais gostou?” para quem deu 2 soa desatento. Uma pergunta aberta única para todos gera respostas vagas e menos respostas.

O texto muda entre e-mail e WhatsApp?

Muda. No e-mail o convite tem duas ou três linhas e cabe um tom mais formal; no WhatsApp precisa de uma linha e tom de conversa. Há ainda uma diferença operacional: mensagens de disparo no WhatsApp usam template aprovado pela Meta, então o texto não é livre a cada envio — a adaptação fina acontece no e-mail e no widget.

Pesquisa de clima interno precisa ser anônima?

Na prática, sim: sem anonimato as notas sobem e os comentários somem, o que torna a pesquisa inútil. E o anonimato precisa ser real — pedir setor e tempo de casa junto identifica a pessoa em time pequeno. Em equipes com menos de 15 pessoas, não segmente nada.

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O WiseData NPS já traz a pergunta sugerida para cada tipo de pesquisa, aceita um follow-up diferente por faixa de nota e envia por e-mail, WhatsApp ou widget. O plano gratuito cobre 500 e-mails por mês e o widget em um site.

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Com o modelo escolhido, falta montar o formulário em si — quantos campos, qual escala, o que é obrigatório e o que a LGPD exige. Isso está em como montar o formulário de pesquisa de satisfação.

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